La huelga de camioneros entra en su noveno día y paraliza gran parte del país

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Paro de camioneros en Brasil debe continuar por noveno día

El paro que camioneros autónomos mantienen contra la política de combustibles del gobierno de Michel Temer debe continuar hoy por noveno día y con costosos reflejos en los más diversos sectores de la economía.

Aunque en un discurso pronunciado la víspera Temer dijo tener la ‘absoluta convicción’ que la huelga de los transportistas de carga estaba por finalizar, un informe de la Policía Vial Federal (PRF, por sus siglas en portugués) reveló que todavía existían en la tarde de ayer 594 puntos de aglomeración de manifestantes.

De otro lado, y en una información publicada por el portal UOL, líderes del movimiento que desde el pasado día 22 permanecen en las inmediaciones de la localidad paulista de Embu das Artes y no accedieron a identificarse aseguraron que permanecerán allí al menos hasta el 30 de mayo.

Vamos continuar porque los 46 centavos (en la disminución del precio del diesel ofrecida ayer por el gobierno) es una ofensa para la gente, explicaron los manifestantes, que afirmaron tener estacionados en la zona más de siete mil 500 camiones.

Los efectos del paro de los transportistas de carga, además de en la falta de combustible, se ha hecho sentir con fuerza en sectores como la industria alimentaria. La Asociación Brasileña de Proteína Animal (ABPA) estimó ayer las pérdidas sufridas en unos tres mil millones de reales (cerca de 900 millones de dólares).

La entidad precisó que 167 frigoríficos están parados, más de 235 mil trabajadores vieron interrumpidas sus labores y 100 millones de aves murieron por falta de alimentación o fueron sacrificadas; otros 100 millones, así como 20 millones de cerdos enfrentan también el riesgo de morir si no le llegan alimentos.

Adicionalmente, desde el inicio de la medida de fuerza volúmenes próximos a las 120 mil toneladas de carne de pollo y de cerdo dejaron de ser exportados y 300 millones de litros de leche tuvieron que desecharse al no poder ser transportados para su procesamiento.

Solo en Río de Janeiro, y de acuerdo con la federación estadual del ramo, la producción de la industria de transformación decreció como promedio en un 44 por ciento. El 58 por ciento de las fábricas tuvo la producción directamente afectada y un 16 por ciento de éstas llegaron a parar por lo menos un día.

Incluso la Petrobras, cuya política de revisión casi diaria del precio de los combustibles actuó como detonante del paro de los camioneros autónomos, sufrió pérdidas estimadas en 126 mil millones de reales (más de 34 mil 500 millones de dólares) en valor de mercado, indicó la víspera el diario digital Brasil 247.

En una nota técnica, el Departamento Intersindical de Estadística y Estudios Socioeconómicos (Diesse) subrayó que la administración de Pedro Parente -al mando de la estatal desde julio de 2016- abrió espacio para el aumento de la participación de empresas privadas en el sector y para la entrada de capital extranjero.

La decisión de practicar la paridad internacional en los precios desencadenó una serie de efectos sobre la economía brasileña, afectando directamente a los consumidores y a sectores industriales que utilizan derivados del petróleo, tornando al país más vulnerable a los efectos externos, y reduciendo la capacidad de intervención sobre los precios.

Como empresa estatal, puntualizó el Diesse, la Petrobras debería actuar para preservar los intereses nacionales y no para favorecer a los inversionistas extranjeros y a los especuladores que ganan con la libre fluctuación de precios.

Prensa Latina


Greve dos caminhoneiros entra no 9º dia e ainda afeta a vida do brasiliense

Mesmo com a retomada das aulas, a reabertura de postos de saúde e a volta do atendimento nas farmácias de alto custo a partir de hoje, a rotina do brasiliense não deve voltar ao normal tão cedo. Botijões de gás são vendidos até 110% mais caros, como em pontos de distribuição da Asa Norte. Além disso, supermercados registram falta de itens básicos, como hortifruti e ovos. Nos postos de combustíveis, as longas filas registradas desde quarta-feira — por disputa de gasolina a até R$ 9 o litro — devem se repetir hoje. Os ônibus do transporte público só têm combustível para rodar até amanhã. E, na área de saúde, as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) só atenderão casos de urgência. Cirurgias de pacientes menos graves seguem interrompidas.

O reflexo nos serviços públicos e no abastecimento do DF é resultado do nono dia de greve nacional dos caminhoneiros. Até o início da noite de ontem, policiais liberaram 221 caminhões-tanque para postos de gasolina, mas a quantidade não foi suficiente para minimizar o tempo de espera nas filas — algumas chegaram a 6km. Escolas públicas ficaram fechadas. E quem tentou se consultar em postos de saúde ou retirar remédios voltou para casa sem atendimento.

Teresinha de Jesus Ramos, 54 anos, levou a mãe, Maria do Socorro Ramos, 78, ao Centro de Saúde nº1, de São Sebastião, para buscar medicamentos de diabetes e pressão alta que acabaram na sexta-feira, mas encontrou o posto fechado. “As coisas estão muito difíceis sem combustível”, desabafou Teresinha.

Alexsandra Viana Teixeira, 20, levou a filha Yasmin Viana Santos, 3 meses, para se vacinar. Ela andou com a menina no braço por quase uma hora. Saiu de casa, no Morro da Cruz, em Sobradinho, e só chegou ao Centro de Saúde mais próximo 50 minutos depois. Acompanhada da mãe, Cristiane Assunção Vieira, 43, Alexsandra voltou para casa sem conseguir imunizar o bebê.“O remédio de asma que eu uso nunca tem aqui, só na farmácia popular, mas, para a vacina, não tem jeito, tem de ser aqui”, lamentou a jovem.

No Paranoá, quem procurou um posto de saúde também se deparou com os portões fechados e nenhuma informação sobre a normalização dos atendimentos. Moradora de Sobradinho dos Melos, na área rural de Sobradinho, Maria Lúcia Bispo dos Anjos, 59 anos, voltou para casa sem os remédios que toma para controlar diabetes e pressão alta. “Todo mês tenho que vir aqui buscar os remédios, mas agora só Deus sabe quando o posto vai reabrir”, lamentou. Moradora da quadra 11 do Paranoá, Maria Matias da Silva, 74 anos, andou quase uma hora, de casa até o centro de saúde. “Agora vou ter que esperar a minha aposentadoria para poder comprar todos os remédios. O problema é que eu só recebo todo dia 6 de cada mês, ou seja, são mais 10 dias sem os remédios que preciso tomar”, lamentou.

No Centro de Saúde nº 1, de Sobradinho, dos 10 medicamentos receitados pelo dermatologista para um problema crônico na pele, Maria da Conceição Farias da Silva, 37, só pegou um. “Agora, é outra luta. Os postos não têm os medicamentos e está difícil conseguir a gasolina”, queixou-se.

Transporte

Outra preocupação é com o transporte público. Até agora, os ônibus estão em circulação, porque, no fim de semana, policiais militares fizeram a escolta de caminhões para abastecer a frota. Mas o combustível acaba amanhã, segundo o governo. No entanto, o Executivo local anunciou que, caso seja necessário, o Metrô-DF vai operar com capacidade ampliada nos horários de pico para atender a todos os usuários.

O Serviço de Limpeza Urbana (SLU) informou que a prestação de serviço de coleta e limpeza do DF é feita normalmente, pois os veículos utilizados para o cumprimento das atividades têm prioridade de abastecimento, assim como outros serviços públicos essenciais. Mas a transferência desses resíduos para o Aterro Sanitário de Brasília está suspensa temporariamente.

O gabinete de crise, criado pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para acompanhar a crise de abastecimento no país, ainda não calculou os impactos provocados pela paralisação dos caminhoneiros. “São informações de diversas áreas e ainda estamos vivendo a crise. Então, o nosso foco é trabalhar fortemente para minorar os impactos em Brasília, mas a crise é nacional, e a solução dela está em âmbito federal”, afirmou o governador Rodrigo Rollemberg (PSB).

De sexta-feira a domingo, a Rodoviária Interestadual de Brasília registrou redução de 17 % no número de partidas de ônibus em comparação a um dia normal, segundo o consórcio que administra o terminal.

Ministério Público

Desde o início da crise dos combustíveis na capital, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) acompanha o caso. O Executivo local repassa a situação por meio de relatórios à Promotoria de Defesa do Consumidor. “Uma das nossas principais tarefas é monitorar eventuais abusos em relação ao consumo. Essa fiscalização é realizada pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e repassada para nós”, esclareceu o promotor Trajano Melo.

As análises dos dados devem ficar prontas com o fim das manifestações, período em que o MPDFT deve levantar os estabelecimentos que tenham funcionado de forma irregular. “Estamos atentos para evitar que o mercado seja afetado por uma conduta ilegal e de empresas que queiram se prevalecer”, reforçou Trajano.

Entenda o caso

Adesão espontânea

A greve dos caminhoneiros deu início às paralisações em 17 unidades da Federação com 500 pontos de bloqueio. Uma das principais reivindicações da categoria é a redução a zero da carga tributária sobre o diesel, que apresentou aumento constante nos últimos meses por causa da política de preços que a Petrobras passou a praticar, de acordo com as oscilações de preços do mercado internacional. A paralisação no transporte de cargas por todo o Brasil começou em 21 de maio, três dias depois que os caminhoneiros anunciaram o movimento. A princípio, a Associação Brasileira de Caminhoneiros chamou para si a liderança da iniciativa, mas o movimento teve a adesão espontânea, também, de centenas de caminhoneiros autônomos, ocasionando, assim, a maior paralisação na entrega de cargas do Brasil. Centrais de abastecimento de alimentos, postos de combustíveis, hospitais, granjas, escolas e diversos serviços estão prejudicados.

Atenção

Veja o cenário do DF no décimo dia de greve nacional dos caminhoneiros:

» Aulas da rede pública retomadas

» Unidades Básicas de Saúde e farmácias de alto custo reabertas

» Retomada dos atendimentos ambulatoriais nas unidades de saúde

» Cirurgias eletivas (sem gravidades) suspensas

Correio Braziliense


GOVERNO AMEAÇA PRENDER CAMINHONEIROS E PODE PIORAR AINDA MAIS A SITUAÇÃO

O governo segue acumulando sucessão inédita de erros na condução da greve dos caminhoneiros, que entra em seu 9º dia. Sem conseguir pôr fim à greve, o governo tensiona o quadro mais uma vez e passa pela terceira fase de terceirização de responsabilidade. Primeiro, desovou fakenews nos jornais (anunciando o fim da greve), depois convocou o exército e, frustradas as tentativas, chamou a Polícia Federal, que está sendo pressionada a prender os caminhoneiros que se recusarem a encerrar a mobilização.

“Sem conseguir acabar com a greve dos caminhoneiros, o governo Michel Temer pressiona a Polícia Federal a acelerar investigações e prender suspeitos de dar suporte ilegal ao movimento. A ofensiva atípica em cima da PF ignora o fato de os inquéritos serem sigilosos e estarem em fase inicial e se dá em meio a diversas tentativas frustradas de interromper a paralisação.

Em reunião no Palácio do Planalto, o diretor-geral da polícia, Rogério Galloro, chegou a ter de fazer uma explicação básica de como as prisões ocorrem no Brasil (…) A explanação se deu como resposta a diversas cobranças feitas durante uma das reuniões do fim de semana, de que as detenções seriam importantes para colocar fim na mobilização. À cúpula do governo, Galloro esclareceu que isso só pode acontecer em casos de flagrante ou com ordem judicial.”

Brasil 247


Por que os protestos continuam? Entenda a paralisação dos caminhoneiros

Depois de negarem dois conjuntos de benesses oferecidos pelo governo de Michel Temer, os caminhoneiros chegam ao nono dia de protesto nas rodovias do país. A paralisação desencadeou uma crise de desabastecimento de combustíveis.

Nesta segunda-feira, o presidente Michel Temer disse que a crise deve acabar logo, “se Deus quiser”. Mais cedo, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) disse que as negociações se esgotaram. O governo agora pressiona a Polícia Federal para que faça prisões.

Leia abaixo perguntas e respostas sobre o movimento.

Qual o motivo da manifestação?

O motivo é o custo do diesel. Ontem, ele remonta a valores de 2008, quando o petróleo explodiu. Desde 2016, a política de preços da Petrobras é repassar as flutuações nas cotações internacionais às refinarias, o que significa que a alta do dólar impactou o custo do frete, incomodando o setor de transporte.

No domingo (27), o presidente Michel Temer anunciou que o reajuste passará a ser feito mensalmente (e não diariamente). Visando atender as reivindicações dos manifestantes, Temer congelou o preço do diesel por 60 dias, valor esse com desconto de R$ 0,46 nas refinarias. O governo também se comprometeu a fazer que este valor chega às bombas dos postos.

O que o governo ofereceu para eles no último acordo?

1 Desconto de R$ 0,46 centavos no preços do diesel (redução corresponde a soma dos valores do PIS/Cofins e da Cide)

2 O preço do óleo diesel, já com o desconto, será válido por 60 dias. Depois período, os reajustes serão mensais e não mais diários

3 Isenção da cobrança do eixo suspenso em todo o país via medida provisória

4 Caminhoneiros autônomos terão 30%, pelo menos, dos fretes da Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento (medida estabelecida também via medida provisória)

5 Estabelecimento da tabela mínima de frete, conforme a lei 121 (também via medida provisória)

Por que os caminhoneiros ainda não estão satisfeitos?

Após o anúncio do presidente, a Abcam (Associação Brasileira dos Caminhoneiros) chegou a afirmar que a situação estava resolvida e que os manifestantes poderiam voltar para casa. Mas não foi isso que aconteceu. Na Régis Bittencourt, inclusive, mais pessoas se juntaram aos protestos.

A redução de R$ 0,46 no preço do diesel ainda gera muita insatisfação entre os caminhoneiros que estão nos protestos. Eles também pedem 90 dias de congelamento no valor do diesel.

Outras reivindicações iniciais atendidas pelo governo foram a suspensão do pagamento de pedágio dos eixos suspensos (quando o caminhão está vazio) e o preço mínimo para o frete.

A reportagem da Folha conversou com caminhoneiros em protestos de diferentes regiões do país. Em Porto Alegre, Alexandre Bastos de Araujo, 46, disse que a proposta oferecida por Temer “é uma conta injusta, quem vai pagar é a sociedade e ele vai colocar a sociedade contra nós”, diz. Para o motorista, as medidas colocarão a sociedade contra os manifestantes.

Em São Paulo, na Anhanguera, João Paulo “Coco Seco” disse que “a greve não vai parar, só vai aumentar. R$ 0,46 não resolve nada”. Proprietário de seis caminhões, Fábio Correia, 31, disse que precisa diminuir pelo menos R$ 1 do valor do óleo.

Nos protestos, muitos manifestantes pedem intervenção militar e o fim do governo Temer.

Quem lidera o movimento?

Não há uma linha direta entre os caminhoneiros autônomos e seus “representantes”. O governo Temer tem feito negociações ciente de que as entidades não representam a totalidade da categoria, o que aumenta a imprevisibilidade dos protestos.

O primeiro acordo, feito na quinta-feira (24), foi assinado pela Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Federação dos Caminhoneiros Autônomos de Cargas em Geral do Estado de São Paulo (Fetrabens) e outros sindicatos.

A Abcam, que abandonou a primeira reunião, disse que o “o assunto está resolvido” após o anúncio do presidente no domingo. O presidente da entidade, José da Fonseca Lopes, afirmou nesta segunda-feira (28) que o protesto “não é mais de caminhoneiro, mas de quem quer derrubar o governo”.

Quem são os caminhoneiros bloqueando as estradas?

Quem protesta e faz bloqueios são caminhoneiros autônomos, que representam cerca de 40% da categoria. As transportadoras (donas dos veículos fretados, em oposição aos autônomos) não aderiram oficialmente ao movimento, mas deixaram de fazer entregas, alegando preocupações com segurança.

Há empresas apoiando o movimento?

Muitos caminhoneiros se organizam de forma autônoma, via grupos de WhatsApp, mas o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que a área de inteligência do governo identificou indícios de participação do setor empresarial, que, se comprovada, vai exigir ação da Polícia Federal.

Por que o envolvimento de empresas seria problemático?

Enquanto o direito de greve é legítimo, garantido por lei, o locaute (pressão exercida por empresários para negociar com trabalhadores ou com o governo) é ilícito e pode ser considerado crime.

Esse é o ponto que será explorado pelo governo. O presidente Temer tem pressionado a Polícia Federal para acelerar as investigações e prender suspeitos de dar suporte ilegal ao movimento.

Folha de S. Paulo


Petroleiros anunciam greve por redução dos preços do gás de cozinha e combustíveis

Os petroleiros anunciam greve nacional de advertência. O ato está marcado para a próxima quarta-feira, 30 de maio, de 72 horas.

Em nota, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) explica que “a greve de advertência é uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve nacional por tempo indeterminado”.

A categoria reivindica a redução do preço do gás de cozinha e dos combustíveis. Os manifestantes se posicionam contra a privatização da Petrobras e pedem a saída imediata do presidente da empresa, Pedro Parente.

Os petroleiros afirmam que a atual política de reajuste dos derivados de petróleo adotada por Parente, com o aval de Temer, fez os preços dos combustíveis dispararem.

Segundo a federação, “o número de importadoras de derivados de petróleo quadruplicou nos últimos dois anos, desde que Parente adotou preços internacionais, onerando o consumidor brasileiro para garantir o lucro do mercado”. Ainda segundo a FUP “Em 2017, o Brasil foi inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados, enquanto as refinarias, por deliberação do governo Temer, estão operando com menos de 70% de sua capacidade. O povo brasileiro não pagará a conta desse desmonte”.

Brasil de Fato


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